Tremor de magnitude 3,0 é registrado na divisa entre
Orós e Iguatu, no CE
Laboratório
da UFRN detectou fenômeno.
Abalo teve origem em Orós.
Um tremor de terra foi registrado
no início da noite desta segunda-feira (24),outubro 2016 entre os municípios de
Orós e Iguatu, no Centro-Sul do Ceará. De acordo com o técnico do
Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e
professor do Departamento de Geofísica, Eduardo Menezes, o tremor ocorreu por
volta das 17h50 entre as cidades de Orós e Iguatu com tremor de magnitude de 3,0
na escala Richter.
“Foi entre essas duas cidades, mas o abalo sísmico teve
origem em Orós e
foi percebido por moradores em um raio de cerca de 60 quilômetros, conforme
estudos”, explicou.
Eduardo Menezes diz que a magnitude de 3,0 é de pequena
intensidade e quase não é sentido por moradores das regiões afetadas. Na
maioria das vezes não provoca desastres, apenas balanço de telhas, portas e
pequenas fissuras dependendo da estrutura de cada construção.

Parede da cantina da Escola Marta Maria Sobreira em Alencar trincou após
terremoto. Rachadura fina ao lado do relógio. Foto de Honório Barbosa
Áreas sísmicas ativas
De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte(LabSis/UFRN), o noroeste do Ceará é uma das áreas sísmicas mais ativas do Nordeste do Brasil só perdendo para a borda da Bacia Potiguar (Rio Grande do Norte e leste do Ceará). Na área já ocorreram vários tremores de magnitude acima de 4,0, como o de Irauçuba, em 1991, de magnitude 4,8. Próximo aos epicentros detectados, também ocorreu atividade sísmica dentro do reservatório do Açude Tucunduba, em 1997. Em 09 de junho de 1997 ocorreu um tremor de magnitude 3,2 e o LabSis implantou então uma rede sismográfica para estudar a sismicidade.
Histórico
de casos
Em 2015, o Ceará registrou
pelo menos 12 tremores de terra. Um deles aconteceu em Irauçuba, na região
Norte, a 154 km de Fortaleza. O abalo sísmico aconteceu no dia 9 de outubro,
com tremor de magnitude 3.3, o que, segundo especialistas, pode ser considerado
leve. Os meses de julho e setembro concentraram o maior número de ocorrências,
um total de três casos em cada mês.Os especialistas recomendam
que, em casos de tremores de terra, a população deve adotar medidas simples,
como ficar debaixo da mesa quando a terra está tremendo, por exemplo. Como as pessoas
constroem casa no interior e deixam um espaço muito grande entre uma ripa e
outra, a outra orientação é ficar fora de casa, longe dos postes e de vidraças.
Explicações
para o fenômeno
Os tremores são comuns na
região em razão das fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade
sismológica. As fossas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano
Atlântico, que conectam a América do Sul ao continente africano. Os tremores
também podem estar relacionados à atividade sismológica das placas tectônicas.
Escala Ritcher
Criada em 1935 pelo
sismólogo americano Charles F. Richter, integrante do Instituto de Tecnologia
da Califórnia, a escala Richter foi desenvolvida para medir a magnitude dos
terremotos, que consiste no ato de quantificar a energia liberada no foco do
terremoto.
É uma escala que se inicia
no grau zero e é infinita (teoricamente), no entanto, nunca foi registrado um
terremoto igual ou superior a 10 graus na escala Richter. Um dos fatores é que
ela se baseia num princípio logarítmico, ou seja, um terremoto de magnitude 6,
por exemplo, produz efeitos dez vezes maiores que um outro de 5, e assim
sucessivamente.
ESTRUTURA INTERNA DA TERRA
O interior da Terra divide-se em três partes
quimicamente diferentes: crosta, manto e núcleo, de maneira semelhante à
composição de um ovo.
A crosta terrestre
A crosta é porção externa, fina e
rígida da Terra. Embora seja composta de material rochoso, é muito frágil em
resistência. Nosso planeta possui uma crosta continental e uma oceânica que
diferem em espessura, densidade e tipo de rochas.
A crosta continental possui as
rochas mais antigas já encontradas (4 bilhões de anos). A relativamente
jovem crosta oceânica compõe-se de material rochoso pesado; pelo fato de
prevalecerem os compostos de silício e magnésio, ela também é conhecida como
“SiMa”. O material da crosta continental é menos denso, composto de granito com
alto conteúdo de silício e alumínio (“SiAl”).

Estrutura interna da Terra
(Foto: Reprodução/Colégio Qi)
O manto
Em média, o manto tem 2.850 km de
espessura e representa aproximadamente 68% da massa da Terra. Sua camada
superir consiste em material rochoso e, junto com a crosta sólida, forma a
litosfera. Há, no manto terrestre, alguns pontos mais quentes que o restante,
chamados de hot spots (pontos quentes). Nesses locais, o
material do manto tende sempre a subir e atravessar a crosta. Quando ele
consegue isso, forma-se na superfície da Terra um vulcão.
O núcleo
O núcleo é composto basicamente de
ferro (80%) derretido, alcançando uma temperatura de 1.000°C. Acredita-se que o
núcleo terrestre seja formado de duas porções, uma externa, de consistência
líquida, e outra interna, sólida e muito densa.
TIPOS DE ROCha
Tipos
de rocha (Foto: PRESS, Frank. Para entender a Terra. Bookman, 2008. p. 105)
As
rochas são compostas por um agregado sólido de minerais. As primeiras rochas da
Terra foram formadas a partir do resfriamento superficial do magma, fazendo com
que a rocha derretida cristalizasse essas rochas são chamadas magmáticas
ou ígneas.
Quando essa rocha sofre
mudanças na estrutura cristalina original (mineralogia, textura ou composição
química), devido a mudanças de pressão ou temperaturas altas o bastante para as
rochas modificarem, seja por recristalização ou por reações químicas, surgem as rochas
metamórficas.
As rochas sedimentares,
mais abundantes na superfície da Terra, são formadas pela compactação de
sedimentos produzidos pelo intemperismo (sedimentação), isto
é, a desagregação física, dissolução química ou decomposição biológica das rochas
em fragmentos de vários tamanhos.
FORMAÇÃO DOS CONTINENTES

Evolução dos continentes
(Foto: Colégio QI)
Teoria da Deriva dos Continentes
Apesar da atual divisão do mundo em
continentes parecer uma situação estática, se nos basearmos em um referencial
de milhões de anos, tudo indica que não é bem assim.
Segundo a Teoria da Deriva dos
Continentes, existe um movimento, ainda que imperceptível dentro de nossa
vivência de tempo, que faz com que os continentes se desloquem lentamente. Essa
teoria foi proposta em 1912 pelo alemão Alfred Wegener, que observou o recorte
da costa leste da America do Sul e o comparou com a da costa oeste da África e
notou algumas semelhanças, como se os dois lados tivessem um dia estado juntos.
Em determinada época, há centenas de
milhões de anos, todos os continentes formavam um só bloco, a Pangeia. Ao longo
de milhões de anos, com o movimento das placas tectônicas a Pangeia dividiu-se
inicialmente em duas partes: Gondwana e Laurásia. Daí para frente, as partes
foram fragmentadas, até assumir a forma atual.
Teoria da tectônica de placas
A tectônica de placas é uma teoria
geológica sobre a estrutura da litosfera. A teoria explica o deslocamento das
placas tectônicas que formam a superfície terrestre, assim como a formação de
cadeias montanhosas, as atividades vulcânicas e sísmicas e a localização das
grandes fossas submarinas. Dessa forma, a crosta está dividida em muitos
fragmentos, as placas tectônicas. As placas flutuam sobre o manto, mais
precisamente sobre a astenosfera, uma camada plástica situada abaixo da crosta.
Movimentam-se continuamente, alguns centímetros por ano. Em algumas regiões do
globo, duas placas se afastam uma de outra e em outros, elas se chocam.
Acredita-se que o motor da tectônica de placas seja a corrente de convecção –
material quente que sobe e material frio que desce produzida por essa troca.
Os continentes continuam se movendo
até hoje. A teoria da Tectônica de Placas, que aperfeiçoou a Teoria da Deriva
Continental, é, atualmente, a forma mais aceita de se explicar a formação dos
continentes.
Fonte; globo educação