quarta-feira, 6 de junho de 2018


Tremor de magnitude 3,0 é registrado na divisa entre Orós e Iguatu, no CE

Laboratório da UFRN detectou fenômeno.
Abalo teve origem em Orós.

Um tremor de terra foi registrado no início da noite desta segunda-feira (24),outubro 2016 entre os municípios de Orós e Iguatu, no Centro-Sul do Ceará.  De acordo com o técnico do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e professor do Departamento de Geofísica, Eduardo Menezes, o tremor ocorreu por volta das 17h50 entre as cidades de Orós e Iguatu com tremor de magnitude de 3,0 na escala Richter.
“Foi entre essas duas cidades, mas o abalo sísmico teve origem em Orós e foi percebido por moradores em um raio de cerca de 60 quilômetros, conforme estudos”, explicou.
Eduardo Menezes diz que a magnitude de 3,0 é de pequena intensidade e quase não é sentido por moradores das regiões afetadas. Na maioria das vezes não provoca desastres, apenas balanço de telhas, portas e pequenas fissuras dependendo da estrutura de cada construção.
Parede da cantina da Escola Marta Maria Sobreira em Alencar trincou após terremoto. Rachadura fina ao lado do relógio. Foto de Honório Barbosa

Áreas sísmicas ativas
De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte(LabSis/UFRN), o noroeste do Ceará é uma das áreas sísmicas mais ativas do Nordeste do Brasil só perdendo para a borda da Bacia Potiguar (Rio Grande do Norte e leste do Ceará). Na área já ocorreram  vários tremores de magnitude acima de 4,0, como o de Irauçuba, em 1991, de magnitude 4,8. Próximo aos epicentros detectados, também ocorreu atividade sísmica dentro do reservatório do Açude Tucunduba, em 1997. Em 09 de junho de 1997 ocorreu um tremor de magnitude 3,2 e o LabSis implantou então uma rede sismográfica para estudar a sismicidade.

Histórico de casos
Em 2015, o Ceará registrou pelo menos 12 tremores de terra. Um deles aconteceu em Irauçuba, na região Norte, a 154 km de Fortaleza. O abalo sísmico aconteceu no dia 9 de outubro, com tremor de magnitude 3.3, o que, segundo especialistas, pode ser considerado leve. Os meses de julho e setembro concentraram o maior número de ocorrências, um total de três casos em cada mês.Os especialistas recomendam que, em casos de tremores de terra, a população deve adotar medidas simples, como ficar debaixo da mesa quando a terra está tremendo, por exemplo. Como as pessoas constroem casa no interior e deixam um espaço muito grande entre uma ripa e outra, a outra orientação é ficar fora de casa, longe dos postes e de vidraças.
Explicações para o fenômeno
Os tremores são comuns na região em razão das fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. As fossas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que conectam a América do Sul ao continente africano. Os tremores também podem estar relacionados à atividade sismológica das placas tectônicas.
Escala Ritcher
Criada em 1935 pelo sismólogo americano Charles F. Richter, integrante do Instituto de Tecnologia da Califórnia, a escala Richter foi desenvolvida para medir a magnitude dos terremotos, que consiste no ato de quantificar a energia liberada no foco do terremoto.
É uma escala que se inicia no grau zero e é infinita (teoricamente), no entanto, nunca foi registrado um terremoto igual ou superior a 10 graus na escala Richter. Um dos fatores é que ela se baseia num princípio logarítmico, ou seja, um terremoto de magnitude 6, por exemplo, produz efeitos dez vezes maiores que um outro de 5, e assim sucessivamente.

ESTRUTURA INTERNA DA TERRA

O interior da Terra divide-se em três partes quimicamente diferentes: crosta, manto e núcleo, de maneira semelhante à composição de um ovo. 
A crosta terrestre 

A crosta é porção externa, fina e rígida da Terra. Embora seja composta de material rochoso, é muito frágil em resistência. Nosso planeta possui uma crosta continental e uma oceânica que diferem em espessura, densidade e tipo de rochas. 
A crosta continental possui as rochas mais antigas já encontradas (4 bilhões de anos). A relativamente jovem crosta oceânica compõe-se de material rochoso pesado; pelo fato de prevalecerem os compostos de silício e magnésio, ela também é conhecida como “SiMa”. O material da crosta continental é menos denso, composto de granito com alto conteúdo de silício e alumínio (“SiAl”).
 Estrutura interna da Terra (Foto: Reprodução/Colégio Qi)
Estrutura interna da Terra (Foto: Reprodução/Colégio Qi)

O manto 
Em média, o manto tem 2.850 km de espessura e representa aproximadamente 68% da massa da Terra. Sua camada superir consiste em material rochoso e, junto com a crosta sólida, forma a litosfera. Há, no manto terrestre, alguns pontos mais quentes que o restante, chamados de hot spots (pontos quentes). Nesses locais, o material do manto tende sempre a subir e atravessar a crosta. Quando ele consegue isso, forma-se na superfície da Terra um vulcão.

O núcleo  
O núcleo é composto basicamente de ferro (80%) derretido, alcançando uma temperatura de 1.000°C. Acredita-se que o núcleo terrestre seja formado de duas porções, uma externa, de consistência líquida, e outra interna, sólida e muito densa. 

TIPOS DE ROChaTipos de rocha (Foto: PRESS, Frank. Para entender a Terra. Bookman, 2008. p. 105)

Tipos de rocha (Foto: PRESS, Frank. Para entender a Terra. Bookman, 2008. p. 105)

As rochas são compostas por um agregado sólido de minerais. As primeiras rochas da Terra foram formadas a partir do resfriamento superficial do magma, fazendo com que a rocha derretida cristalizasse essas rochas são chamadas magmáticas ou ígneas
Quando essa rocha sofre mudanças na estrutura cristalina original (mineralogia, textura ou composição química), devido a mudanças de pressão ou temperaturas altas o bastante para as rochas modificarem, seja por recristalização ou por reações químicas, surgem as rochas metamórficas
As rochas sedimentares, mais abundantes na superfície da Terra, são formadas pela compactação de sedimentos produzidos pelo intemperismo (sedimentação), isto é, a desagregação física, dissolução química ou decomposição biológica das rochas em fragmentos de vários tamanhos. 

FORMAÇÃO DOS CONTINENTES

Tipos de rocha (Foto: Colégio QI)
Evolução dos continentes (Foto: Colégio QI)

Teoria da Deriva dos Continentes
Apesar da atual divisão do mundo em continentes parecer uma situação estática, se nos basearmos em um referencial de milhões de anos, tudo indica que não é bem assim.
Segundo a Teoria da Deriva dos Continentes, existe um movimento, ainda que imperceptível dentro de nossa vivência de tempo, que faz com que os continentes se desloquem lentamente. Essa teoria foi proposta em 1912 pelo alemão Alfred Wegener, que observou o recorte da costa leste da America do Sul e o comparou com a da costa oeste da África e notou algumas semelhanças, como se os dois lados tivessem um dia estado juntos.
Em determinada época, há centenas de milhões de anos, todos os continentes formavam um só bloco, a Pangeia. Ao longo de milhões de anos, com o movimento das placas tectônicas a Pangeia dividiu-se inicialmente em duas partes: Gondwana e Laurásia. Daí para frente, as partes foram fragmentadas, até assumir a forma atual.
Teoria da tectônica de placas
A tectônica de placas é uma teoria geológica sobre a estrutura da litosfera. A teoria explica o deslocamento das placas tectônicas que formam a superfície terrestre, assim como a formação de cadeias montanhosas, as atividades vulcânicas e sísmicas e a localização das grandes fossas submarinas. Dessa forma, a crosta está dividida em muitos fragmentos, as placas tectônicas. As placas flutuam sobre o manto, mais precisamente sobre a astenosfera, uma camada plástica situada abaixo da crosta. Movimentam-se continuamente, alguns centímetros por ano. Em algumas regiões do globo, duas placas se afastam uma de outra e em outros, elas se chocam. Acredita-se que o motor da tectônica de placas seja a corrente de convecção – material quente que sobe e material frio que desce produzida por essa troca.
Os continentes continuam se movendo até hoje. A teoria da Tectônica de Placas, que aperfeiçoou a Teoria da Deriva Continental, é, atualmente, a forma mais aceita de se explicar a formação dos continentes.

Fonte; globo educação


quinta-feira, 11 de maio de 2017

atividade de física bioação 1







Olá pessoal tudo bem? hoje estou postando um  vídeo abordando

 sobre o que acontece com o corpo humano em uma corrida ou caminhada vejam:




segunda-feira, 10 de abril de 2017

Uma história em quadrinhos

Olá pessoal primeiramente quero desejar uma ótima semana santa e bom descanso,agora quero falar sobre o que fiz hoje  criei uma história em quadrinho sobre a história da química desde a alquimia até a química dos dias atuais.
estou colocando aqui o link da história em quadrinhos para quem se interessar em ver e aprender um pouco sobre mais sobre a história da química bastante interessante,eu simplesmente amei fazer foi bastante divertido. ↓
https://Pixton.com/hq:qvlvsptu

quarta-feira, 15 de março de 2017

UMA ABORDAGEM PRÁTICA SOBRE AS TÉCNICAS HISTOLÓGICAS




PARTE 1




PARTE 2




PARTE 3






Microscópio eletrônico finalmente a cores


Microscópio eletrônico finalmente a cores

Microscópio eletrônico colorido
A melhor técnica de microscopia disponível para bisbilhotarmos dentro de uma célula agora consegue produzir imagens a cores.
O desenvolvimento de um microscópio multicor é um avanço esperado há décadas na microscopia eletrônica, a técnica usada para ampliar objetos milhões de vezes, permitindo construir imagens de coisas como membranas celulares a conexões sinápticas entre neurônios, revelando coisas que não podem ser vistas pela microscopia óptica.
"Nos últimos 50 anos, ficamos tão acostumados a micrografias eletrônicas monocromáticas que agora é difícil imaginar que poderíamos voltar a usá-las. Este método tem muitas aplicações potenciais em biologia. Em nosso artigo, nós demonstramos como ele pode distinguir compartimentos celulares ou rastrear proteínas e marcar células," disse Stephen Adams, da Universidade da Califórnia em San Diego, principal responsável pelo desenvolvimento do novo microscópio.
"A capacidade de discernir múltiplas moléculas específicas simultaneamente acrescenta uma nova dimensão, revelando detalhes, ações e processos que não são necessariamente visíveis - nem mesmo suspeitados - em uma visão monocromática," disse seu professor Mark Ellisman, cuja equipe trabalha nesse projeto há mais de 15 anos.
Cores eletrônicas
A imagem gerada não é totalmente colorida como uma fotografia tradicional: a técnica trabalha com até três cores de cada vez (verde, vermelho e amarelo). As cores são geradas quando elétrons perdidos de íons metálicos pintados sobre a amostra sendo observada são capturados por um sensor no microscópio - a perda de energia do metal é registrada como uma cor.
Para isso foi necessário identificar complexos metálicos que fossem estáveis o suficiente para resistir à aplicação (o que significa que eles não podem deteriorar porque isso desfocaria a imagem) e tivessem uma assinatura distinta de perda de energia de elétrons (o que significa que cada emissão possa ser sempre interpretada como a mesma cor). Adams e seus colegas usaram lantânio ionizado (La), cério (Ce) e praseodímio (Pr).
O método ainda é bastante trabalhoso, já que cada complexo metálico deve ser depositado sequencialmente como um precipitado sobre a amostra já posta sob o microscópio. Um técnico precisa adicionar os metais ionizados um de cada vez e, em seguida, sobrepor o mapa de cada cor sobre a imagem monocromática original.
"Passamos muito tempo tentando descobrir como depositar um dos lantanídeos e depois limpá-lo para que ele não reagisse quando depositamos um segundo sinal sobre o mesmo local," explicou Ellisman.
Microscópio eletrônico finalmente a cores
A nova técnica dá um novo impulso à microscopia de fluorescência. [Imagem: Adams et al./Cell Chemical Biology 2016]
Microscopia de fluorescência
Mas o trabalho valeu a pena: a equipe revelou, por exemplo, a imagem de duas células cerebrais compartilhando uma única sinapse e peptídeos entrando através de uma membrana celular.
A nova técnica é similar à microscopia de fluorescência, que detecta a luz colorida emitida por proteínas especiais adicionadas à amostra biológica. A vantagem é que agora é possível tirar observar detalhes que só podem ser capturados com microscopia eletrônica.
Digno de nota, a descrição da microscopia eletrônica multicor é um dos últimos artigos aceitos para publicação do professor Roger Tsien, que ganhou o Prêmio Nobel de Química de 2008 pela descoberta e aplicação da proteína verde usada na microscopia por fluorescência - Tsien morreu em agosto passado.
Bibliografia:

Multicolor electron microscopy for simultaneous visualization of multiple molecular species
Stephen R. Adams, Mason R. Mackey, Ranjan Ramachandra, Sakina F. Palida Lemieux, Paul Steinbach, Eric A. Bushong, Margaret T. Butko, Ben N.G. Giepmans, Mark H. Ellisman, Roger Y. Tsien
Cell Chemical Biology
Vol.: 23, Issue 11, p1417-1427
DOI: 10.1016/j.chembiol.2016.10.006
fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=microscopio-eletronico-finalmente-cores&id=010165161121#.WMk4ym_yvIU

segunda-feira, 13 de março de 2017

Observação das células epiteliais


A cura da cegueira está próxima, afirmam cientistas russos

Os primeiros pacientes que se submeterão ao transplante de retina serão pessoas que sofrem de degeneração macular hereditária




Cientistas do Centro de Análises Clínicas de Medicina Físico-Química da Rússia (CAC MFQ) cultivam retina através da reprogramação de células; estudos na área ajudarão a curar a cegueira, disse na quinta-feira (1º) o jornal Izvestia.

De acordo com o jornal, o primeiro transplante de teste será realizado em 2017. Com a ajuda de novas tecnologias celulares, os cientistas planejam posteriormente realizar estudos no tratamento da doença de Parkinson. "Reprogramação de células" é um fenômeno bastante novo na ciência.

A descoberta é de autoria do professor da Universidade de Quioto, Signa Yamanaka, o qual descobriu a capacidade única de células humanas de determinados tecidos, como, por exemplo, fibroblastos ou epitélio da pele, de mudarem sua estrutura para o estado embrionário. 
As células-tronco podem dar origem a quase todo tecido. Por exemplo, a partir dos fibroblastos da pele pode-se criar a retina. Esta operação permitirá tratar, por exemplo, pacientes que estão perdendo a visão por causa de degeneração macular — doença esta causadora da cegueira em pessoas com mais de 55 anos", escreve o jornal, citando o diretor geral do CAC MFQVadim Govorun.
O Laboratório de biologia celular disse ao jornal que o tecido mais fácil de ser trabalhado no método de reprogramação celular é a pele, pois a realização da biopsia não causa danos graves ao paciente e as células se multiplicam significativamente.
Segundo o chefe do Laboratório de Tecnologias Biomédicas do CAC MFQ, Sergei Kiselev, testes clínicos de transplante de retina estão sendo executados atualmente nos EUA e na Europa. Eles também foram realizados no Japão, que foram temporariamente suspensos devido a mudanças na legislação, mas o país pretende seguir com o desenvolvimento da técnica em 2017.
Quando se trata da Rússia, os cientistas "estão esperando a aplicação da lei ‘Sobre trabalhos na área da biomedicina celular' (1 de janeiro de 2017) e aprovação das atas normativas conforme a mesma", escreve o jornal.
Os primeiros pacientes que se submeterão ao transplante de retina serão pessoas que sofrem de degeneração macular hereditária, diz o Izvestia. Mesmo havendo alguns tratamentos que retardam o progresso da cegueira, os pacientes com degeneração macular genética começam a cegar entre 20 e 30 anos, pois não há, até hoje, um remédio contra ela.
O diretor geral do CAC MFQ informou ao jornal que a instituição cresceu significativamente, chegando a realizar testes em animais com neurônios humanos.
"O transplante [de neurônios humanos], juntamente com o procedimento da correção de genoma, ajudará no tratamento de pacientes com doença de Parkinson. No mundo, tais testes clínicos já estão sendo realizados. Na Rússia, eles serão possíveis se houver interesse das instituições especializadas — neurocirúrgicas e neurológicas — e somente após a aprovação da lei", observa Izvestia. (Sputnik Brasil)